Alta de 1% no Ibovespa reflete calmaria internacional e expectativa eleitoral

O Ibovespa hoje está operando em território positivo, impulsionado pelo alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas novas pesquisas eleitorais no cenário nacional. Até o momento, por volta das 10h10, o principal índice da B3 registra uma alta de 0,99%, situando-se em torno de 184.319 pontos.

O otimismo dos investidores foi impulsionado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando avanços nas negociações para um cessar-fogo com o Irã. No cenário interno, o mercado está analisando os dados da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, que coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um possível segundo turno em 2026.


Cenário internacional e o impacto no petróleo

A proposta de um acordo de 15 pontos para encerrar as hostilidades entre os EUA e o Irã trouxe esperança imediata aos mercados globais. Em Wall Street, os índices subiram mais de 1% com a expectativa de uma interrupção do conflito no Oriente Médio.

Como resultado direto dessa possível trégua, os preços do petróleo caíram no mercado internacional. A redução da aversão ao risco global beneficia o fluxo de capital para os mercados emergentes, o que impacta positivamente o Ibovespa hoje.

Pesquisa eleitoral e o clima político no Brasil

O cenário político brasileiro voltou a ser foco dos investidores com a divulgação da pesquisa AtlasIntel. No levantamento, Flávio Bolsonaro aparece com 47,6% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, contra 46,6% de Lula. Mesmo com a margem de erro de 1 ponto percentual, esses dados movimentam as expectativas em relação à sucessão presidencial.

Além disso, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de conceder prisão domiciliar temporária ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias, por motivos humanitários, também tem repercussões no cenário jurídico e econômico.

Contas públicas e crédito para exportação

No âmbito econômico, o governo revisou suas projeções fiscais. O relatório bimestral dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento aponta um déficit primário previsto de R$ 59,8 bilhões para este ano. Para cumprir as metas fiscais, foi anunciada a necessidade de contingenciamento de R$ 1,6 bilhão em verbas ministeriais.

Ao mesmo tempo, o governo emitiu uma medida provisória liberando R$ 15 bilhões em linhas de crédito através do BNDES para empresas exportadoras. Essa iniciativa visa mitigar os impactos da instabilidade internacional e das tarifas comerciais impostas pelos EUA sobre o setor produtivo nacional.