Caiado descarta solicitação de Flávio Bolsonaro para aumento de tarifas

Caiado descarta solicitação de Flávio Bolsonaro para aumento de tarifas

Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à presidência, considerou inaceitável o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que os Estados Unidos posterguem a implementação de tarifas sobre produtos brasileiros até após as eleições de 2026. A declaração foi feita durante um evento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) em Brasília, na quarta-feira (8), onde apenas Caiado e Romeu Zema (Novo) estavam presentes entre os candidatos à presidência. Para o ex-governador de Goiás, a posição de Flávio revela uma visão eleitoral de curto prazo que compromete os interesses nacionais.

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Caiado critica postura do governo Lula nas negociações

Em adição às suas críticas a Flávio, Caiado direcionou seus comentários ao governo Lula, com foco especial no Itamaraty. Ele argumentou que a diplomacia brasileira deve deixar de lado qualquer viés ideológico ao negociar com a administração de Donald Trump. Para Caiado, é essencial que a equipe de Lula priorize os interesses do Estado brasileiro em vez de se concentrar no projeto de reeleição do presidente ao lidar com o aumento das tarifas. Segundo ele, a estrutura pública não pode ser utilizada para fins eleitorais imediatos.

O pré-candidato também comentou sobre a alta rejeição enfrentada por Flávio Bolsonaro nas pesquisas, sugerindo que isso poderia favorecer Lula em um possível segundo turno. Na análise de Caiado, votar no senador seria como reeleger o atual presidente, resultando em um desmantelamento similar ao visto durante o segundo governo Dilma Rousseff. Ele enfatizou a importância da independência intelectual e da coragem para enfrentar essa situação.

Debate sobre o fim da escala 6×1

Outro assunto discutido por Caiado no evento foi a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de trabalho e abolir a escala 6×1, já aprovada na Câmara e atualmente em análise no Senado. Ele criticou a pressão exercida pelo governo para que essa proposta fosse aprovada antes das eleições, faltando menos de 90 dias para as votações. O ex-governador considerou irresponsável a falta de tempo disponível para um debate adequado e diálogo com o setor produtivo.

Caiado observou que nenhum parlamentar se sente à vontade para rejeitar uma proposta que promete mais tempo livre aos trabalhadores; contudo, alertou que essa medida não pode ser utilizada como uma ferramenta eleitoral. Ele defendeu um prazo maior para que empresários e trabalhadores possam debater os impactos da proposta e se preparar para as possíveis mudanças. O pré-candidato do PSD finalizou afirmando que o governo Lula age como se detivesse toda a verdade, repetindo erros do passado.