Bucks miram evolução com novo técnico e jovem elenco

O Milwaukee Bucks se prepara para a próxima temporada da NBA com o técnico Taylor Jenkins no comando e um elenco que mescla jovens promessas e veteranos. A equipe é alvo de análises que procuram projetar desempenho, evolução individual e o papel dos jogadores mais experientes.
Taylor Jenkins no centro das discussões
Uma das questões mais debatidas é a posição de Taylor Jenkins no ranking de treinadores da NBA. Analistas reconhecem a dificuldade de avaliar um técnico, já que seu desempenho depende do elenco disponível, mas também lembram que cabe ao comandante fazer a equipe superar a soma das partes — algo que não vinha acontecendo em Milwaukee.
Estatísticas apontam que 13 técnicos atuais da liga têm melhor porcentagem de vitórias na carreira do que Jenkins, enquanto 15 possuem índice pior. Nick Nurse aparece empatado, com 53,9%. Entre os nomes considerados superiores estão Joe Mazzulla, Steve Kerr, Rick Carlisle, Erik Spoelstra e Mark Daigneault. Mike Brown, Tyronn Lue e Nick Nurse também são citados, mas não necessariamente como melhores que Jenkins. Por outro lado, ele é avaliado como superior a Brian Keefe, Tuomas Iasolo, Doug Christie, Charles Lee, Jamahl Mosley e Tiago Splitter. Uma classificação possível o coloca em algum ponto entre o sexto e o 21º lugar, variação que reflete a necessidade de comprovação no comando do Bucks.
Candidatos à evolução na nova temporada
Com muitos jogadores ainda por provar, a escolha do atleta que mais pode evoluir é outro ponto de atenção. Ousmane Dieng, que mostrou bons momentos após chegar na última data limite de trocas, é um nome comentado, mas não deve ter tanta responsabilidade com a bola. Kasparas Jakučionis também gera interesse, porém seu caminho até uma rotação regular parece difícil.
Jaime Jaquez Jr. deve receber oportunidades nas duas posições de ala, agregando ataque em direção ao garrafão. Entre os veteranos, Myles Turner é visto como forte candidato a se recuperar de uma temporada ruim, ainda que isso represente mais um retorno ao esperado do que uma evolução clara. Tyler Herro, jogando pela primeira vez como primeira opção ofensiva, poderia ter aumento nas estatísticas, mas isso seria resultado de maior utilização.
Uma das projeções mais específicas, no entanto, aponta Ryan Rollins como o jogador mais evoluído do elenco. Depois de uma última temporada em alta, ele pode ganhar reconhecimento geral da liga, elevando a média para cerca de 20 pontos por noite. Os treinos de offseason com James Harden devem melhorar seus arremessos de lance livre, e Rollins se firmaria como líder e armador do presente e do futuro do time.
Papéis dos veteranos no elenco jovem
A distribuição de minutos entre os veteranos também gera discussões. Gary Trent Jr., que possui contrato de US$ 64 milhões, pode ser escalado por pelo menos 15 minutos por jogo no início da temporada, mesmo que a expectativa seja de que esses minutos favoreceriam os jovens. Trata-se de uma decisão que envolve também a imagem do clube.
AJ Green pode acabar como o nome que sobra no setor de combos, uma vez que a equipe conta com Ryan Rollins, Tyler Herro, Porter, LeVert e Burries. Aos 26 anos, Green provavelmente atingiu o teto como jogador, o que o tornaria uma peça de troca interessante. Kyle Kuzma, por outro lado, deve começar como titular da posição de ala-pivô, recebendo entre 25 e 30 minutos por noite e assumindo liderança no grupo jovem. A equipe deve priorizar a vitória até o prazo de negociações, mas depois pode mudar o foco para o desenvolvimento. Se Kuzma não for negociado no deadline, sua participação pode diminuir na reta final do contrato.
Movimentação de bola e assistências
Na última temporada, o Bucks registrou média de 25,8 assistências por jogo, ocupando a 16ª posição da NBA. A movimentação de bola não era considerada brilhante, mas a presença de Giannis Antetokounmpo facilitava a criação de arremessos abertos, já que ele atrai múltiplos defensores.
Em um cenário sem a presença do astro, a expectativa é de que o time movimente melhor a bola, ainda que termine com números semelhantes. As assistências deixariam de depender da atração individual e passariam a nascer de uma circulação mais coletiva.
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