Ações do Ibovespa têm queda expressiva em março: 6 empresas perdem mais de 15% de seu valor de mercado.

No mês de março, o mercado de ações do Ibovespa apresentou uma forte dispersão de desempenho. Enquanto algumas ações recuaram mais de 15%, outras subiram acima de 10%, demonstrando um mercado seletivo e com movimentos assimétricos entre os setores.

Destaques de março

Entre os destaques positivos do mês, a Petrobras se destacou juntamente com outras empresas do setor de petróleo. O desempenho superior dessas ações foi impulsionado pelo mercado internacional de commodities energéticas e pela manutenção dos preços do barril em níveis elevados.

Ao todo, oito ações do Ibovespa tiveram ganhos superiores a 10% em março, principalmente empresas ligadas a recursos naturais e setores exportadores, beneficiadas pela valorização do dólar em relação ao real.

Maiores quedas do mês

Já na ponta negativa, a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) foi a empresa que mais teve queda no mês, pressionada pela fraca demanda no setor de aço e pelas incertezas macroeconômicas. Outras cinco ações também registraram queda acima de 15%, principalmente no setor industrial e de construção civil, refletindo o impacto dos juros elevados sobre empresas com exposição ao crédito e ao consumo interno.

Movimentos no mercado

A dispersão de desempenho entre os setores destacou a influência da taxa Selic elevada, penalizando alguns setores e beneficiando empresas com receitas dolarizadas ou ligadas a commodities. A composição da carteira teórica do Ibovespa, com empresas como Petrobras, Vale e grandes bancos, tem grande peso na direção do índice, refletindo os movimentos do mercado acionário brasileiro.