Bradesco BBI enxerga possibilidades na Bolsa após turbulência causada por tensões com o Irã.

Bradesco BBI mantém otimismo em relação ao mercado de ações brasileiro após turbulência global


Assimetria rara e proteção geopolítica

A queda de 5% no MSCI Brazil após eventos geopolíticos é considerada excessiva pelo BBI. O Ibovespa teve sua maior baixa do ano na última terça-feira, recuando 3,28% sob aversão global ao risco.

Segundo o banco, o Brasil está em posição de resiliência por:

  • Isolamento geográfico: O país é visto como relativamente protegido de conflitos globais.
  • Petróleo: Como exportador, o Brasil se beneficia da alta nos preços da commodity.
  • Diferencial de juros: Juros elevados ajudam a sustentar o real em relação ao dólar.
  • Valuation: O custo de capital para estrangeiros diminuiu, tornando os preços atuais mais atrativos.

Retomada do fluxo estrangeiro e alívio nos resgates

É esperado que o fluxo de investidores globais retido ganhe força com os cortes de juros. O relatório destaca a desaceleração dos resgates de fundos locais, reduzindo a pressão de venda que impactou o mercado em 2025.

Essa mudança nos portfólios pode resultar em um “melt-up” – uma alta rápida impulsionada pela busca de performance pelos gestores ativos.

Onde estão as oportunidades, segundo o BBI

Com a priorização de preços em vez de narrativa política, o Bradesco BBI destaca quatro grupos com potencial de valorização:

  1. Ações sensíveis a juros: Papéis penalizados que devem reagir aos cortes da Selic.
  2. Estatais (SoEs): Empresas com catalisadores de curto prazo.
  3. Fintechs “órfãs de ETF”: Ativos afetados pela saída de capital passivo.
  4. Small e Mid Caps: Empresas de médio e pequeno porte negociadas com descontos significativos.