Copom, Fed e instabilidade política influenciam a cotação do dólar neste momento
No início da terça-feira (03), o dólar comercial foi cotado a R$5,2604.
Acompanhe nossa análise diária.
Confira a cotação do dólar em tempo real
Agenda de hoje – terça, 03 de fevereiro de 2026
Exterior
- 11h40 – EUA – Discurso Bowman, membro do FOMC
- 18h30 – EUA – Estoque de petróleo bruto (semanal)
- 21h30 – Japão – PMI de serviços (jan)
- 22h45 – China – PMI de serviços (jan)
Brasil
- 06h00 – Fipe – IPC (jan)
- 08h00 – FGV – IPC-S capitais (jan)
- 08h00 – Banco Central – Ata Copom
- 09h00 – IBGE – Produção industrial (dez)
Desempenho das moedas na sessão anterior
No último dia, o dólar comercial fechou com variação de +0,1%, cotado a R$5,2569, após ter começado o dia a R$5,1247.
O que influencia o dólar hoje
Os mercados estão atentos à agenda doméstica e aos desdobramentos políticos nos Estados Unidos. A Ata do Copom e a produção industrial no Brasil estão em destaque, juntos com incertezas fiscais em Washington e sinais mistos da economia global.
No exterior, o impasse sobre o financiamento do governo americano e tensões geopolíticas estão presentes, refletindo em operações de bolsas sem direção única.
No mercado local, ativos brasileiros reagem ao humor externo e dados/falas oficiais ajudam a calibrar expectativas para juros e atividade econômica.
Impasse fiscal e Fed
Nos EUA, a paralisação parcial do governo e as negociações para um acordo de financiamento estão em destaque. Declarações de Trump buscam amenizar o risco de prolongamento do impasse.
As autoridades do Federal Reserve continuam no radar dos investidores, especialmente discursos regionais, após o adiamento de indicadores relevantes de emprego.
A divulgação do relatório JOLTS é aguardada para calibrar a leitura sobre o mercado de trabalho americano.
Geopolítica e mercados globais
Tensões geopolíticas envolvendo o Irã, Oriente Médio e negociações comerciais contribuem para a volatilidade nos mercados. Bolsas operam de forma mista, com impacto nas moedas.
Ativos e expectativas
No mercado local, os ativos seguem o exterior, com o ETF brasileiro em alta no pré-mercado, apesar da queda do petróleo. Os juros futuros reagem à ata do Copom e à produção industrial em busca de sinais para o ciclo de cortes.
A cautela predomina no curto prazo, mas ajustes ao longo da curva são esperados, principalmente nos vencimentos intermediários.
Política e comércio exterior
O acordo provisório de comércio entre Mercosul e União Europeia avança no campo político e volta ao debate no Congresso. A expectativa é de avanços nas próximas semanas, mas o processo ainda requer aprovações internas e externas.
Esse cenário institucional adiciona um vetor estrutural ao panorama, relevante para a visão de médio prazo sobre investimento e crescimento.
