Apenas 30% dos investimentos em IA geram retorno financeiro para as empresas
A inteligência artificial segue como uma das principais apostas de crescimento das empresas brasileiras, mas o retorno financeiro ainda está aquém do potencial prometido pela tecnologia. Um estudo conduzido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) revela que apenas entre 20% e 30% das iniciativas corporativas em IA conseguem gerar retorno financeiro mensurável e sustentável, mesmo com o avanço dos investimentos e da adoção de ferramentas nos últimos anos.
A pesquisa analisou mais de 300 corporações e aponta o que os pesquisadores chamam de “divisão de valor da IA”: embora haja avanços técnicos e ganhos pontuais de produtividade, esses resultados nem sempre se traduzem em impacto econômico relevante para o negócio. Em grande parte das companhias, os projetos permanecem restritos a fases experimentais ou pilotos isolados, sem escala suficiente para influenciar indicadores estratégicos.
Para Cristiano Vicente, diretor de inovação da Grownt, empresa especializada em soluções de fomento ao P&D, incluindo a gestão tributária, contábil, financeira e fiscal, o principal gargalo está na forma como a tecnologia vem sendo implementada nas organizações. “Muitas empresas ainda tratam a IA como um projeto pontual de inovação ou eficiência operacional, sem conectá-la de maneira estruturada aos objetivos estratégicos e aos indicadores financeiros da companhia”, afirma.
Entre os fatores que mais comprometem o ROI, segundo o estudo do MIT, estão a baixa integração da Inteligência Artificial aos processos centrais do negócio, a ausência de métricas claras de sucesso, a falta de maturidade em governança de dados e a concentração dos ganhos em produtividade individual, sem impacto sistêmico nos resultados financeiros. Esse cenário torna o retorno instável e aumenta a pressão por eficiência, competitividade e crescimento sustentável.
Apesar dos desafios, Vicente avalia que o Brasil reúne condições favoráveis para acelerar projetos de IA com impacto real nos negócios. Entre os mecanismos disponíveis, ele destaca a Lei do Bem, incentivo fiscal voltado a empresas tributadas pelo Lucro Real, que fomenta projetos de inovação e pode reduzir o tempo de payback dos investimentos em tecnologia. “Quando bem estruturada e alinhada à estratégia, a IA deixa de ser custo e passa a ser alavanca de crescimento”, conclui.
Sobre Cristiano Vicente
Cristiano Vicente é Diretor de Inovação da Grownt e uma das principais referências nacionais em estratégias de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D), captação de recursos e gestão da inovação. Possui mestrado e doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Residência em Inteligência Artificial pelo SENAI. Com mais de 20 anos de experiência, atua de forma pioneira na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, inovação e proteção de dados, liderando a implementação de projetos que conectam conhecimento científico à aplicação prática. Na Grownt, é responsável por estruturar iniciativas que potencializam resultados corporativos por meio de mecanismos como a Lei do Bem, Lei da Informática, SIFIDE e fomento direto.
Sobre a Grownt
Fundada em 2009, a Grownt é uma empresa especializada em inovação e integração de consultoria tributária e estratégica, tecnologia avançada e soluções para captação de recursos e expansão de mercado. Com mais de 15 anos de atuação no Brasil, a companhia é referência nacional em Lei do Bem e estratégias de crescimento empresarial, atendendo organizações de diferentes portes e setores. Com presença internacional em Portugal e na Colômbia, a Grownt tem como propósito assessorar clientes em boas práticas de gestão de inovação, além de catalisar recursos através de incentivos fiscais e financeiros a empresas que pesquisam, desenvolvem e aprimoram seus produtos, softwares, processos e serviços por meio de inovação tecnológica.
Janaína Demarque 11988813964 [email protected] https://www.linkedin.com/in/jana%C3%ADna-demarque-17605218/
