“Mercados em ebulição: CPI nos EUA e varejo brasileiro influenciam cotação do dólar”

Na quinta-feira (12), o dólar comercial fechou com variação de +0,5%, valendo R$5,2120, após ter começado o dia cotado a R$5,1836.

O dólar iniciou nesta sexta-feira (13) cotado a R$5,2120.

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Confira a cotação do dólar em tempo real

Agenda de hoje – sexta, 13 de fevereiro de 2026

Exterior

  • 06h00 – China – Novos empréstimos (jan)
  • 07h00 – Zona do euro – PIB (anual Q4)
  • 07h00 – Zona do euro – Balança comercial (dez)
  • 09h00 – Reino Unido – Discurso de Pill, Membro do CPM do BoE
  • 10h30 – EUA – Índice de preços ao consumidor (jan)
  • 15h00 – EUA – Contagem de Sondas Baker Hughes
  • 17h30 – EUA – Petróleo – Posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC

Brasil

  • 08h00 – FGV – IGP-10 (fev)
  • 08h00 – FGV – ICOMEX (jan)
  • 08h00 – FGV – Sondagem do Mercado de Trabalho (jan)
  • 09h00 – IBGE – Vendas no varejo (dez)
  • 17h30 – CFTC – Relatório de posições líquidas de especuladores (semanal)

Desempenho das moedas na sessão anterior

Na quinta-feira (12), o dólar comercial fechou com variação de +0,2%, valendo R$5,1992, após ter começado o dia cotado a R$5,1863.

O que influencia o dólar hoje

A sexta-feira que antecede o feriado prolongado de Carnaval concentra dois eventos centrais para o mercado: o CPI dos Estados Unidos e as vendas no varejo no Brasil.

No campo institucional, o Supremo Tribunal Federal deve concluir o julgamento sobre aposentadoria especial para vigilantes. O Ministério da Previdência estima impacto fiscal de R$200 bilhões em 35 anos em caso de decisão desfavorável.

Os desdobramentos do Caso Master, envolvendo o ministro Dias Toffoli, seguem no radar. No exterior, os mercados dos EUA fecham na segunda-feira pelo Dia do Presidente, enquanto a China permanece parada pelo Ano Novo Lunar.

Inflação nos EUA e política monetária

As bolsas internacionais operam com cautela antes da divulgação do CPI americano. O dado é decisivo para calibrar as apostas sobre o início do ciclo de cortes de juros pelo Fed.

Após o payroll de janeiro surpreender positivamente, o mercado reduziu a probabilidade de flexibilização já em março. A leitura é de que a economia segue resiliente e limita movimentos rápidos da autoridade monetária.

Stephen Miran afirmou que o Fed subestima o grau de restrição atual da política monetária. Segundo ele, não há problema inflacionário relevante, a menos que os aluguéis voltem a acelerar de forma consistente.

Europa entre balanços e ruído político

Na Europa, investidores repercutem balanços corporativos e o PIB da zona do euro. Os números ajudam a avaliar a intensidade da desaceleração e o espaço para estímulos.

A NatWest divulgou resultados, influenciando o setor bancário na região. O desempenho das empresas tem sido determinante para sustentar o apetite por risco.

No Reino Unido, mais um membro sênior do gabinete deixou o governo de Keir Starmer. A saída ocorre em meio às repercussões do escândalo ligado a Jeffrey Epstein.

Ibovespa, Vale e curva de juros

O tom defensivo em Nova York tende a limitar o fôlego do Ibovespa antes do CPI e o EWZ operava próximo da estabilidade no pré-mercado, indicando abertura contida.

Os ADRs da Vale recuavam após a divulgação de resultados na véspera. O desempenho da companhia pode influenciar o setor de commodities e o índice local.

As vendas no varejo devem movimentar a parte curta da curva de juros. Ainda assim, o mercado mantém a aposta de corte de 50 pontos-base da Selic na próxima reunião.

Caso Master e pressão institucional

A saída de Dias Toffoli da relatoria das investigações sobre o Banco Master ganhou força. O movimento ocorre após pressão interna e novos elementos apresentados pela Polícia Federal.

Relatório entregue ao presidente da Corte, Edson Fachin, citou menções ao ministro em conversas de Daniel Vorcaro. A PF apontou a possível existência de indícios de crimes nos fatos investigados.

O inquérito foi redistribuído para o ministro André Mendonça após sorteio. O episódio adiciona ruído político ao mercado doméstico.