Mercado sul-coreano sofre queda de 12% devido ao aumento das tensões no Irã.
As bolsas asiáticas encerraram a quarta-feira (4) em forte queda, impulsionadas por um movimento de pânico no mercado sul-coreano. O índice Kospi, de Seul, registrou um tombo histórico de 12,06%, fechando aos 5.093,54 pontos. A desvalorização ocorre em um cenário de aversão ao risco global, à medida que o conflito no Oriente Médio chega ao seu quinto dia sem sinais de trégua.
Pânico na Coreia do Sul e efeito dominó na Ásia
O desempenho da bolsa sul-coreana foi o destaque negativo do dia, ampliando as perdas de 7% registradas no pregão anterior. A magnitude da queda em Seul reflete o temor dos investidores com a escalada militar no Irã e os possíveis impactos no fornecimento global de energia.
O pessimismo não se restringiu à Coreia do Sul. Outras praças importantes da região também operaram no terreno negativo:
- Tóquio: O índice Nikkei recuou 3,61%, aos 54.245,54 pontos.
- Taiwan: O Taiex cedeu 4,35%, encerrando a 32.828,88 pontos.
- Hong Kong: O índice Hang Seng perdeu 2,01%, aos 25.249,48 pontos.
- Austrália: Em Sydney, o S&P/ASX 200 caiu 1,94%.
China apresenta quedas moderadas sob cautela política
Na China continental, os recuos foram menos intensos. O índice Xangai Composto caiu 0,98% (4.082,47 pontos), enquanto o Shenzhen Composto cedeu 0,53% (2.641,79 pontos).
O mercado chinês foi influenciado por dados mistos de PMIs industriais — com retração no indicador oficial e avanço na pesquisa independente — e pela expectativa em torno das metas econômicas que Pequim deve divulgar nesta quinta-feira (5) durante as reuniões do Legislativo.
Petróleo e inflação global no radar dos investidores
A principal preocupação dos mercados globais reside no impacto do conflito sobre os preços do petróleo. Analistas apontam que novos saltos no valor da commodity podem comprometer os lucros corporativos e elevar as pressões inflacionárias, prejudicando a recuperação da economia mundial.
Diante da incerteza e da falta de perspectiva clara de encerramento das hostilidades, investidores têm buscado refúgio em ativos mais seguros, retirando capital de mercados emergentes e ações de maior risco.
