Velocidade das stablecoins diminui e afeta interesse da Standard Chartered

Velocidade das stablecoins diminui e afeta interesse da Standard Chartered

Reescrita de Conteúdo Jornalístico

A velocidade de circulação das stablecoins dobrou nos últimos dois anos, e esse movimento pode reduzir a necessidade de emissão de novos tokens mesmo com o crescimento do volume de transações — é o que aponta um relatório do Standard Chartered divulgado nesta terça-feira.

O que é velocidade de stablecoins e por que ela importa

Velocidade, nesse contexto, mede a frequência com que uma stablecoin circula em relação ao total em oferta. Quanto maior a rotatividade, menos tokens são necessários para sustentar o mesmo volume de transações.

Na prática, isso significa que o crescimento do mercado de stablecoins pode ocorrer de forma mais eficiente do que o aumento bruto da oferta sugere.

Fatores que impulsionam a aceleração

Segundo os analistas do Standard Chartered, dois vetores explicam o aumento da velocidade.

Pagamentos com inteligência artificial

Sistemas autônomos de IA estão utilizando stablecoins para liquidar microtransações em alta frequência, comprimindo os ciclos de uso e elevando a rotatividade.

Expansão na TradFi

A adoção crescente por instituições de finanças tradicionais (TradFi) amplia os casos de uso em liquidações, pagamentos transfronteiriços e gestão de tesouraria, aumentando a velocidade sem exigir emissão proporcional.

Projeção de mercado mantida em US$ 2 trilhões

Apesar do efeito amortecedor sobre a demanda por nova oferta, o Standard Chartered mantém sua projeção de que o mercado de stablecoins atingirá US$ 2 trilhões.

A lógica dos analistas é que o crescimento do volume de transações continuará robusto o suficiente para sustentar a expansão do mercado, mesmo com a velocidade reduzindo a pressão sobre a emissão de novos tokens.

Impacto para o mercado

Uma velocidade mais alta altera a dinâmica de oferta e demanda do setor. Emissores de stablecoins podem ver crescimento de receita desacelerar em relação ao volume transacionado, já que menos tokens precisam ser criados para suportar a atividade.

Para os reguladores, a métrica de velocidade passa a ser tão relevante quanto o market cap ao avaliar o tamanho real do ecossistema de pagamentos digitais.