Cosan se prepara para desinvestimentos com potencial de valorização de 144%

Cosan se prepara para desinvestimentos com potencial de valorização de 144%

O BTG Pactual considera que a Cosan (CSAN3) está prestes a concluir sua ampla reestruturação, um movimento que classifica como o “ato final”. O banco elevou a projeção de preço das ações para R$ 8, o que representa uma valorização potencial de 144% em relação ao valor atual. A recomendação de compra foi reafirmada, especialmente com os esforços da empresa em simplificar sua estrutura de capital e societária.

A questão do desconto de holding e mudanças no cenário

Apesar dos recentes avanços, como a ampliação do capital e a inclusão de novos acionistas no controle, a Cosan ainda opera com um desconto de holding em torno de 29%. Este índice, segundo o BTG, aumentou inesperadamente mesmo com as iniciativas rumo à simplificação, indicando uma cautela do mercado em relação à alavancagem financeira da companhia.

O ambiente econômico também contribui para essa situação. A inflação persistente tem atrasado o ciclo de redução das taxas de juros no Brasil, tornando mais lenta a desalavancagem de uma empresa que já possui um endividamento significativo. Contudo, o banco acredita que agora a abordagem sobre os investimentos mudou: não se trata mais de financiar a expansão, mas sim de aproveitar o valor já acumulado.

A jornada da Cosan: transformação e monetização

O BTG descreve a evolução da Cosan como uma narrativa dividida em três etapas. Com mais de 80 anos desde sua fundação como usina sucroalcooleira, a companhia diversificou suas operações para incluir logística, gás, lubrificantes, terras agrícolas e mineração. Historicamente, seu foco foi na adição de ativos ao portfólio, raramente desinvestindo. No entanto, essa abordagem está mudando.

A simplificação teve início com o recente aumento de capital e a entrada de novos investidores. Embora a abertura de capital da Compass tenha acontecido com uma avaliação abaixo do que era esperado pelo BTG, esse evento é considerado um importante marco. A partir deste ponto, o caminho parece se delinear: monetizar os ativos restantes, simplificar a estrutura empresarial e eventualmente desmantelar a holding. Para o BTG, este “ato final” representa uma oportunidade atrativa para investidores.

Projeções de preço e oportunidades para investidores

Em resposta ao desempenho abaixo do esperado das ações recentemente, o BTG reforçou sua recomendação de compra com um novo preço-alvo fixado em R$ 8 por ação. Essa avaliação inclui novas estimativas para as subsidiárias Compass e Rumo. O banco acredita que conforme as vendas dos ativos progridem, os investidores poderão ser beneficiados pela diminuição da dívida da holding e pela redução do desconto aplicado às ações, com uma possível conversão desse desconto em prêmios de controle.

A proposta apresentada é uma das mais inovadoras do mercado brasileiro atual; finalmente os frutos dos ativos construídos ao longo dos anos começam a aparecer. As análises e principais oportunidades de investimento podem ser acompanhadas em tempo real aqui na SpaceMoney.