Inflação americana avança 0,6% e impacta o mercado de Bitcoin
Na quarta-feira (14), informações divulgadas pelo governo dos Estados Unidos indicaram que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) cresceu 0,6% em setembro. No intervalo de um ano, a elevação acumulada atingiu 3,7%, superando os 3,4% observados até agosto.
O aumento nos preços da gasolina foi de 9,1%, enquanto o óleo combustível apresentou uma subida ainda mais acentuada de 15,3% no mesmo mês. Excluindo os itens de alimentação e energia, a variação ficou em 2,6% no último ano, ligeiramente acima dos 2,4% registrados nos doze meses anteriores. O setor de energia teve um incremento de 20,4%, enquanto os alimentos tiveram uma alta de 2,5%.
Com essas informações, as expectativas de um aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve para a reunião marcada para o dia 29 de outubro aumentaram consideravelmente. A chance de uma elevação de 0,25 ponto percentual subiu de 16% para 40%, conforme os analistas do mercado. A meta estabelecida pelo Fed permanece em 2%.
No mercado das criptomoedas, o Bitcoin apresentava uma queda de 2% nas últimas 24 horas, sendo negociado na faixa dos US$ 82.000. Desde a divulgação dos dados econômicos, a criptomoeda viu uma desvalorização total de 2,1%. O Ethereum também enfrentava dificuldades, com uma perda de 3,7%, voltando a ficar abaixo da marca dos US$ 2.500. A redução começou após as 9h30.
Apesar das perdas em algumas criptomoedas principais, Tron (TRX), Monero (XMR) e Gram estavam entre as que registraram ganhos. No segmento futuro do mercado cripto, o volume liquidado nas últimas 24 horas foi de US$ 282 milhões, envolvendo menos de 80 mil traders.
