Movida (MOVI3) registra lucro de R$ 152 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 117%

Movida (MOVI3) registra lucro de R$ 152 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 117%

A Movida (MOVI3) registrou um lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, o que representa um aumento impressionante de 117% em comparação aos R$ 70 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior. Este é o melhor resultado trimestral da empresa desde 2022, impulsionado pela ampliação das operações de aluguel de veículos e pela redução das despesas operacionais em relação à receita. No entanto, o balanço também revelou uma diminuição nas vendas de seminovos, além de uma dívida total que atinge R$ 17,5 bilhões.

Setor de locação de veículos impulsiona resultados financeiros

No que diz respeito ao segmento de aluguel de carros (RAC), a Movida contabilizou 7,4 milhões de diárias entre julho e setembro, um crescimento de 22% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O preço médio da diária aumentou 5%, alcançando R$ 167. A taxa de ocupação da frota disponível foi de 77,7%, representando um acréscimo de 5,9 pontos percentuais comparado ao ano passado.

A receita líquida do RAC atingiu R$ 1,117 bilhão, resultando em um crescimento de 27,8%. A margem Ebitda deste segmento foi registrada em 69,8%, o que constitui o maior índice desde o início da série histórica da companhia em 2017.

Gestão e terceirização de frotas contribuem para aumento da receita

O setor dedicado à gestão e terceirização de frotas (GTF) apresentou uma receita líquida de R$ 1,189 bilhão, com um aumento significativo de 15%. Esse crescimento ocorreu mesmo com um incremento modesto na frota média, que cresceu apenas 4,5%, devido aos reajustes implementados nos contratos.

Em termos mensais, a receita por veículo subiu 10,1%. Os novos contratos passaram a gerar uma receita mensal equivalente a 3,7% do valor do veículo, enquanto os acordos existentes operam com uma porcentagem de 3,2%. No GTF, a margem Ebitda foi fixada em 79,2%, com este segmento contribuindo com 53% do Ebitda consolidado no trimestre.

Vendas de seminovos caem e endividamento se mantém alto

A performance positiva na locação contrastou-se com uma queda nas vendas de seminovos durante o trimestre. Esta situação é notável frente ao aumento do lucro e à maior taxa de ocupação na locação.

O relatório financeiro também indicou um endividamento total que alcança R$ 17,5 bilhões. O aumento da dívida e a queda nas vendas dos veículos usados ocorrem juntamente com a elevação na receita e na margem do setor de locação.

Resultados acumulados do ano superam os do ano anterior

No período compreendido entre janeiro e setembro, o lucro acumulado foi de R$ 412 milhões, apresentando um crescimento impressionante de 90,8% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Este valor já ultrapassa os R$ 318 milhões alcançados por toda a empresa no ano passado.

O balanço referente ao terceiro trimestre reflete não apenas o maior lucro da companhia nos últimos quatro anos mas também mostra o crescimento contínuo na locação, a queda nas vendas dos seminovos e o elevado nível da dívida totalizando R$ 17,5 bilhões.