Petrobras experimenta Cardano para monitoramento de combustíveis

Petrobras experimenta Cardano para monitoramento de combustíveis

A Petrobras, empresa estatal brasileira do setor energético, está realizando testes com a blockchain Cardano para monitorar dados relacionados a combustíveis com menor emissão de carbono. Os projetos de pesquisa foram divulgados nesta quarta-feira pela Cardano Foundation e comunicados à CoinDesk.

Um dos projetos foca no combustível sustentável para aviação, que oferece uma alternativa de baixo carbono ao querosene tradicional, podendo ser utilizado em aeronaves e aeroportos já existentes. Esta aplicação utiliza a plataforma Cardano para registrar a origem de cada benefício ambiental, quem o recebeu e quando foi solicitado, garantindo que não haja duplicidade na contagem das reduções de emissão. No modelo conhecido como book-and-claim, uma companhia aérea pode comprar créditos por benefícios ambientais associados ao combustível sustentável, mesmo que este seja utilizado em outro local. Um passageiro tem a possibilidade de informar os aeroportos de partida e destino, calcular o benefício correspondente e receber um certificado que vincula sua contribuição ao certificado original do combustível.

O segundo projeto se concentra no Diesel R, um tipo de diesel da Petrobras que é parcialmente produzido com matérias-primas renováveis, como óleos vegetais ou gorduras animais. Este sistema registraria dados em todas as fases da produção, transporte e utilização do combustível, compilando essas informações em um histórico completo sobre sua trajetória. Essa abordagem pode auxiliar as empresas na contabilização das emissões de Escopo 3.

Ambas as iniciativas ainda estão na fase de pesquisa. O modelo relacionado ao diesel é apresentado como proposto, e até o momento não foram divulgados volumes específicos nem prazos para uma implementação mais ampla. Frederik Gregaard, CEO da Cardano Foundation, compartilhou à CoinDesk que o Brasil tem se destacado como um dos países mais consistentes na adoção da Cardano, mencionando a participação do SERPRO no setor público e do SENAI na indústria, além de ressaltar o crescente interesse institucional na rede.